Rendo-me

 

Com sede

E evidente desejo

Meu vestido, você rasga,

Bem como minha lucidez.

 

Mãos ágeis transpõem os limites da seda.

Que oscilante escorrega

Desvendando lúbricos segredos.

 

Dedos mágicos brincam e

Tatuam minha pele.

 

Aniquilam minha resistência

Dissipam meus dedos.

E re-decoram minha anatomia.

 

Cumplicidade que me da asas ...

Teço teias onde você se enrosca

E oscilando entre mostrar e esconder

 

O corpo consente a inevitável

Entrega ignorando meus argumentos...

E o vestido esquecido em um canto,

 

                   Ouve minha resposta

Não, sim

Não

Sim!