“Foi real”
O tilintar das tacas não foi mera utopia
Nem a simultaneidade das respirações
Menos ainda o calor das mãos ávidas
Que desenharam faminta, minha anatomia.
Foi verdade o arrepio quando a indolente
Barba roçava e marcava meus recantos
E o olhar dentro do olhar denunciou
O braseiro que queimava nossas entranhas...
No sorriso indecente a certeza do prazer.
E quando as borboletas enfim silenciaram...
Sentindo-o ainda arfante adormeci lânguida
Envolta nos braços que abonaram meu cansaço...
A madrugada nos envolve e lasciva se alonga
Na pele, tuas digitais pra sempre tatuadas.









