Confissão  

 

Amo-te tanto, amor... Jamais suspeite

Deste amor, tão belo, nem um segundo.

Simplesmente abra teu coração e aceite,

Se em seiva me proponho neste seco mundo.

 

Amo-te com um amor sem mistério e sem virtude,

Com uma força que não cabe na poesia,

Nem mesmo em canções choradas no alaúde,

Amo-te enfim no sofrimento e na alegria.

 

Amo-te com doçura e desejo permanente...

De um amor que encante teu pensamento!

Amo-te tanto que no verso sou insistente,

Amo-te com desejo, ternura e sentimento.

 

E se no verso me declaro simplesmente,

É que minha vida sem ti é um sofrimento.

Sem ti, murcho... Morro de amor, doente!